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Fundição Tomarense


Em 2023, no fim-de-semana de comemoração do Dia dos Monumentos e Sítios, mesmo sem planear, conseguimos visitar mais um espaço museológico, que desconhecíamos.


Em 2021, o Complexo Cultural da Levada ganhou um novo espaço museológico, permitindo assim a preservação da memória e da História daquele importante complexo industrial tomarense que faz parte do património e identidade do concelho. 


A Fundição Tomarense, que laborou desde o final do século XIX até 2005, abriu portas noutro contexto, permitindo a visita e fruição do espaço, bem como o conhecimento sobre a produção e vida laboral da indústria do ferro, naquela que foi a última empresa a laborar na Levada de Tomar. 




Esta visita proporcionou-se numa breve paragem por Tomar, a caminho da terra do avô Zeca, pelo que neste caminho, pudemos partilhar a visita em modo quinteto...






 A Fundição Tomarense pertencia aos Cotralha, depois de este chegar à cidade com a família, através do sogro, o fundidor Albertino Marques que adquiriu parcialmente a fundição quando se mudaram para Tomar.




Na fase final da Fundição, é João Cotralha, filho de Adriano [que faleceu em 1985] e neto de Albertino Marques, que assume a direção da empresa até ao seu fecho, em 2005. João Cotralha faleceu em 2010.




Nesta síntese da história da Fundição de Tomar entram inevitavelmente as vozes de quem ali laborou, sujou as mãos, trabalhou no duro, entre o quente do forno e o frio das bancadas da serralharia, ou a descarregar e carregar a areia. 


A visita, nos Nossos Caminhos adquire maior interesse, com as explicações da avô Xana, filha de antigo fundidor, não nesta mas na já extinta Fundição do Crato.





O Núcleo Museológico da Fundição Tomarense é composto pelo espaço da serralharia e o da fundição propriamente dita, mostrando os diferentes ciclos de preparação, produção e acabamento do ferro.





Podem ser observadas in situ a maquinaria, ferramentas, equipamento industrial e espaços da unidade, inseridas numa visita estruturada que passa pela Fundição Tomarense, pelo forno Cubilot, pela preparação das areias e crivagem, pela preparação dos moldes e caixas de moldação, avançando para a Estufa e Lagar de Martim Telles, o acabamento dos moldes e a oficina, a forja, a zona da maquinaria, o Lagar do Secretário e o escritório.




A entrada  no espaço museológico é gratuita, nos seguintes horários:


Verão (abril a setembro): terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00;

Inverno (outubro a março): terça-feira a domingo, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00.

Encerrado nos dias: 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro.





Mais Informações: 























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