Numa manhã, já em férias escolares, ao final de junho, decidimos ir até a uma praia ainda não conhecida da Linha de Sintra.
Mal sabiamos nós ainda, que esta ida à praia englobaria um trilho 😉
Iniciámos a caminhada, junto ao parque de estacionamento da Praia da Aguda.
E enveredámos pela sua típica escadaria pelos rochedos, que dá acesso à praia.
Infelizmente, em alguns trechos, esta escada para além de escorregadia, encontra-se em mau estado de conservação, sendo mesmo perigoso em caso de demasiada afluência à praia, coisa que só descobrimos durante a incursão, caso contrário não teríamos arriscado.
Estava frescote, mas nem por isso nos demovemos 😜
A vista vale a pena, por isso é pena se não fizerem algo para tornar o acesso mais seguro...
Decidimos de imediato, que não voltaríamos pela mesma escada...
Claro que tomámos esta decisão, pois estava maré-baixa e sabemos que quando o mar está nesta condição é possível fazer a ligação à Praia do Magoito.
Antes de sair, verificamos sempre as previsões meteorológicas para as várias horas do dia (https://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.localidade.hora/#Lisboa&Praia%20do%20Magoito), na região que pretendemos visitar e a tábua de marés, caso se trate de zona marítima ( https://pt.tideschart.com/Portugal/Other/Praia-da-Aguda/ ).
A caminhada por si só vale a pena...
... Indo cedinho, encontramos as praias assim, tal como gostamos delas...
... musicadas apenas pelo som do Mar.
Como bónus, encontrámos fósseis...
... e toda a imensidão de vida, que existe nas pocinhas dos rochedos.
Para quem gosta de fotografias, de todos os ângulos surge um apelo, para clicar no botão 📷
Apesar dos imensos seres, incluindo bivalves, que encontramos, não tiramos nada a não ser fotos dos seus lugares...
Preferimos deixar essa tarefa, para quem dela vive e sabe a altura correta ou não para a sua apanha.
Para os que não pensam como nós, deixo a dica de pelo menos verificarem, se a zona está ou não interdita para apanha (https://www.ipma.pt/pt/bivalves/index.jsp).
A zona de Aguda e Magoito, esta integrada na zona "L5a - Litoral Peniche - Cabo Raso"
Como podem verificar no relatório, esta zona no momento desta publicação está interdita para apanha da Lapa (Devido a contaminantes químicos: Cadmio) e para o Mexilhão (devido a DSP - Toxinas Lipofílicas ou Diarreicas), que podem ter em ambos os casos consequências graves para a saúde humana.
Para quem como eu gosta de molhar o pézinho, fica a informação de que em tempo de maré baixa, se formam entre as duas praias, pequenas piscinas e pocinhas ideais para isso e fazem as delicias da criançada mais "piquena".
O mar na costa de Sintra, não é naturalmente calminho, mas estas pequenas "baías", que se formam entre as rochas, em tempo de maré baixa, permitem dele desfrutar com a calma de que eu gosto.
Chegados à Praia do Magoito, o sol começa a aquecer, apesar do Nosso friorento de serviço, não concordar 😝 ...
É então tempo de "atoalhar" e aproveitar a manhã de praia.
(...)
No regresso, decidimos voltar pelas arribas.
As indicações de Caminho Certo, de uma Grande Rota, foram dando o mote, para o caminho a seguir ...
Trata-se da GR11 - Caminho do Atlântico
Envoltos pela beleza da paisagem, nem damos pelo tempo a passar...
Não tinhamos sequer ideia, se seria curto ou longo, o caminho de regresso ao carro...
E para além das borboletas, que nos iam acompanhando com o seu esvoaçar, eis que encontramos outras companheiras de caminhada...
Estas fizeram acelerar o passo e o coraçãozito...
Vacas, sem cercado, junto a uma arriba, que vai dar diretamente ao mar, faria o coração de qualquer um acelerar 😛
Passado o susto, continuamos a encontrar indicações, de que estamos no caminho certo...
... desta vez, já um sinal de Pequena Rota.
Descobrimos, já em casa, de que se trata de parte do PR8-SNT (https://walksintra.com/pt/pr8-vinho-de-colares/)
E assim, fizemos mais um dos Nossos Caminhos, tipicamente de forma inesperada, e bafejados pelo improviso 😍
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