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Estação Arqueológica do Creiro

 


Localizada na belíssima enseada do Portinho da Arrábida e escondida pela vegetação rasteira da  serra, encontramos a estação arqueológica do Creiro, envolta por uma paisagem magnífica. 



Este local é ponto de interesse do PR3 STB


Neste local do sopé da Serra da Arrábida, surgiu um núcleo fabril de época romana, onde se produziam salgas e molhos de peixe e que, juntamente com Tróia, Cetóbriga (Setúbal) e outras fábricas espalhadas na região do baixo Sado, fazia parte de uma área muito importante na produção de preparados piscícolas do império romano ocidental.




A riqueza em pescado, a existência de uma nascente de água doce e de um fundeadouro natural, propiciaram a construção desta fábrica romana, cujas ruínas foram escavadas, estudadas e abertas ao público sob a égide do MAEDS (Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal)



A laboração desta fábrica ter-se-á iniciado no 3.º quartel do século I d.C., tendo continuado a funcionar até ao século II, altura em que parou a produção.
Na 2.ª metade do século IV, a produção foi retomada com a reactivação de uma parte da oficina, que se encontraria degradada devido ao abandono.
A produção na fábrica romana do Creiro terá cessado definitivamente  no 1.º quartel do século V.


A construção da fábrica do Creiro durante a 2ª  metade do século I d.C. incluíu não só a oficina de produção, mas também zonas destinadas possivelmente a habitação, armazéns e balneário.


Dois outros tanques existentes nesta oficina, um deles facilmente identificável pela sua forma estreita e rectangular, são atribuídos a uma primeira fase de remodelação da oficina. Apresentam-se igualmente revestidos, mas com menor profundidade e foram assentes sobre o pavimento do pátio. O seu fundo é menos impermeável do que o das restantes cetárias, pelo que se julga terem sido utilizados como reservatórios de sal ou de peixe.


Fonte: https://portugal-em-pedra.blogspot.com/2020/05/estacao-arqueologica-do-creiro-uma.html

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