Finalmente chegámos à última paragem das nossas mini-férias de Páscoa.
Desta cidade e capital do Distrito, com o mesmo nome, nada sabíamos, mas ficamos positivamente surpreendidos.
Mesmo sendo 2ªF, dia em que todos os monumentos e sítios de interesse turístico, se encontram fechados, conseguimos encontrar o Posto de Turismo aberto, onde simpática e prazenteiramente, nos disponibilizaram o mapa da cidade, com os pontos de interesse a conhecer.
Comecemos pelos Paços do concelho, onde encontramos o edifício da Câmara Municipal, que serviu para albergar inicialmente o hospital da Divina Providência de Vila Real, administrado pela Santa Casa da Misericórdia.
De seguida, passamos pela igreja de São Domingos ou Sé de Vila Real, sede de um convento dessa ordem, que foi erigida a partir de 1424 e constitui o melhor exemplo transmontano da arquitectura gótica.
Daqui também vemos a Casa de Diogo Cão.
Casa cuja construção se pensa datar do séc. XV e onde, segundo diz a tradição, terá nascido Diogo Cão, o famoso Navegador enviado por D. João II em viagens de descobrimento para a costa ocidental Africana e que chegou à foz do rio Zaire na segunda metade do séc. XV.
No centro do Praça Luís de Camões , em frente da fachada principal do Palácio de justiça, encontramos o chafariz, popularmente conhecido por "Maria da fonte", a norte da Avenida Carvalho de Araújo.
De seguida avistamos, o Pelourinho de Vila Real, localizado em São Dinis (Vila Real), o qual terá sido edificado em 1515, quando Vila Real obteve novo foral, dado por D. Manuel.
Por aqui, todos os edifício, parecem ter histórias para contar.
É aqui que também encontramos a estátua monumento do escultor Anjos Teixeira, inaugurado em 1931, em homenagem a José Botelho de Carvalho Araújo, 1.º Tenente da Armada. Comandante do caça-minas Augusto de Castilho, que se celebrizou por proteger um navio de passageiros dos bombardeamentos de um submarino alemão ao largo dos Açores.
Aqui fica o Posto de Turismo, onde recolhemos o tal mapa de que já falámos.
Exemplo de arte urbana local 😊
Daqui seguimos em direção à Igreja do Calvário.
Construída nos finais do século XVIII, o templo sofreu alterações no século seguinte. A fachada é revestida de azulejos bicolores, azuis e brancos, e é rematada pelo brasão da Ordem Terceira, à qual pertence. O adro é extenso e ajardinado.
Nesta conseguimos visitar o interior, onde por ser ainda tempo quaresmal, as imagens se encontram tapadas por panos roxos.
Do adro se avista o "Jardim da Carreira", que no momento se encontrava em manutenção.
Vagueando pelas ruas, alguns edifícios ou os seus pormenores, vão despertando o olhar.
Chegamos então à igreja de S. Pedro.
Considerada uma das igrejas mais antigas de Vila Real, foi edificada em 1528, mandada pelo padre D. Pedro de Castro, abade de Mouçós, no local onde já existia uma capela dedicada a S. Nicolau.
A sua construção durou quase duzentos anos terminando assim no ano 1720, devido a outro grande benfeitor pertencente à Irmandade Ss. Sacramento, José Moutinho de Aguiar. Este, em 1711, mandou construir o atual frontispício com duas torres, dando uma certa imponência ao exterior.
Como não estava aberta, prosseguimos a caminhada pela ruas da cidade.
Continuando a deambular pela ruas encontramos uma sinalética que nos direciona, até à Casa Lapão, onde degustamos umas fantásticas "Cristas de Galo".
Terminámos a nossa visita junto ao local onde estacionámos. As ruínas da Vila Velha, junto ao Museu com o mesmo nome:
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