No âmbito do Programa da Noite Europeia dos Museus, em 2022, escolhemos visitar o Museu Militar de Lisboa.
O Museu Militar de Lisboa é uma instituição centenária cuja inauguração, em 1851, lhe confere já mais de 170 anos de existência e o posiciona como um dos mais antigos museus portugueses.
Este Museu Militar reúne uma vasta colecção de armaria, equipamento de guerra e arte, única no nosso país e digna de ser visitada.
O Museu foi criado por Decreto Real da Rainha D. Maria II, de 10 de dezembro de 1851, com a designação de Museu de Artilharia, ficando a ocupar a antiga Fundição de Baixo e o edifício nobre que o encimava e tendo por finalidade recolher e guardar objetos raros e curiosos então existentes no Arsenal Real do Exército.
A sua colecção de carácter militar é constituída por peças raras que se destacam pelo seu valor artístico de execução.
A sua colecção de peças de artilharia é considerada uma das mais completas a nível mundial.
A sua história está intimamente ligada à sua localização e ao edifício onde se encontra instalado: dos antecedentes das Tercenas das Portas da Cruz e Fundição de Baixo (século XVI) à Tenência (século XVII), e da reconstrução josefina do Real Arsenal doExército (século XVIII) ao Museu de Artilharia (século XIX).
O programa e as grandes obras de adaptação à função museológica iniciaram-se em 1895 e a sua configuração atual data, grosso modo, da primeira década do século XX.
Desde a sua fundação que o Museu Militar de Lisboa tem prosseguido na promoção, valorização, enriquecimento e exposição do património histórico-militar à sua guarda; no inventário e conservação do património que lhe está atribuído; na divulgação dos valores ligados à história militar e na participação em eventos de interesse histórico-militar ou com relevante significado histórico-cultural.
Aqui se encontram telas de alguns dos nomes mais representativos da escola portuguesa de pintura como Carlos Reis, Columbano Bordalo Pinheiro, José Malhoa, Sousa Lopes, Veloso Salgado e Condeixa, entre outros.Isto sem esquecer nomes importantes da azulejaria como Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, e Leopoldo Batistini.
Ficamos especialmente surpreendidos com os murais bélicos e a artilharia desta instituição.
Cada sala corresponde a um período específico, que nos permite compreender melhor a história de Portugal.
Na Sala Vasco da Gama, as paredes são decoradas com telas de Carlos Reis alusivas à descoberta do caminho marítimo para a Índia e à ligação deste feito com os Lusíadas.
As salas de estilo barroco, com luxuosos tetos lindamente decorados.
O museu conta com diferentes espaços dedicados à História Militar nacional e uma coleção de obras de arte de qualidade excecional.
O esplendor é tal, que se torna difícil, escolher o que fotografar, pois o olhar é muito mais abrangente que a simples câmara.
É impossível ficar indiferente a este espaço.
Por fim a sala, que no meu ver, é a coqueluche do Museu.
A Sala Camões com as suas paredes onde se encontram famosas telas Columbano e de Condeixa alusivas a episódios da nossa História, relatados nos Os Lusíadas.
Muito há, sem dúvida, para justificar a visita a este museu, como tal aqui ficam mais informações, para quem o pretenda fazer:
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