No Zambujal (Sesimbra) e com 1,66 ha, o Monumento Natural da Pedreira do Avelino inclui um importante conjunto de pegadas de dinossáurios do Jurássico superior (há cerca de 150 milhões de anos), com pelo menos 4 níveis de camadas.
Estes dinossáurios seriam saurópodes (herbívoros quadrúpedes de cauda e pescoço compridos) que viajavam separadamente e em diferentes direções, sendo as marcas das mãos em forma de meia-lua e as dos pés ovais.
O destaque vai para as pistas estreitas (i.e. sem espaço entre as margens internas das impressões dos pés) de saurópodes do tipo Parabrontopodus e para as diferentes velocidades de deslocação estimadas entre os 2 e 4 km/h.
De realçar ainda as grandes diferenças no tamanho dos animais: o maior com 4 m do solo à anca, marca de pés com ±1 m de comprimento (visível com luz rasante) e de mãos com 30 cm de comprimento x 46 cm de largura; e o mais pequeno com 1,2 m do solo à anca, marcas de pés com 30 cm de comprimento x 25 cm de largura e de mãos com 18 cm x 13 cm. Há ainda uma pista incompleta com predomínio de marcas de mãos de saurópodes do Jurássico superior, a 1ª deste tipo em Portugal.
Feitas em lamas (horizontais) de uma laguna litoral pouco profunda e de águas calmas, num ambiente tropical, quente e húmido, os processos geológicos levaram ao levantamento e inclinação das camadas com estas pegadas.
Certamente, o local hoje estará diferente, visto que o visitámos em 2017, como tal aqui ficam mais informações:
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