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Castelo de Lindoso

 


O Castelo de Lindoso é um dos mais importantes monumentos militares portugueses, pela sua localização estratégica (tutelar sobre o curso do rio Lima junto à fronteira com Espanha, numa linha interior entre as serras da Peneda e do Gerês), mas também pelas novidades técnicas e estilísticas que a sua construção introduziu no panorama da arquitectura militar portuguesa medieval.


 Aqui não viveu nenhum rei ou rainha, mas passaram muitas forças militares para defenderem a fronteira. 


O Castelo de Lindoso situa-se na freguesia do mesmo nome, a de maior área do concelho de Ponte da Barca (cerca de 4120 hectares), no distrito de Viana do Castelo, fazendo fronteira com Espanha.


Estende-se pela vertente Norte da Serra Amarela, na margem esquerda do rio Lima.





Castelo Afonsino (classificado monumento nacional), reconstruído por D. Dinis, em 1278, com baluartes e torre de menagem, alterado na época da Restauração.


No século XVII, na mesma altura em que Portugal lutava pela restauração da sua independência, o castelo foi dotado de um sistema militar mais complexo. 



As obras estariam concluídas por volta de 1666 (data inscrita no lintel de uma das portas), escassos três anos depois de ter sido conquistado por tropas espanholas e, de novo, reconquistado pelos portugueses. 



O novo complexo defensivo atualizou a fortaleza, rodeando-a de uma estrutura em estrela, com altos taludes e fossos, e acesso por porta levadiça encimada por matacães.


A partir da década de 40 do século XX, decorreram alguns trabalhos de restauração do monumento, salientando-se a reconstrução de panos de muralha e de ameias e a demolição de algumas estruturas no pátio, conservando-se, ainda, a cisterna e parte das dependências do governador e outras de apoio.



Na área envolvente do Castelo podemos admirar a vila e a eira comunitária e o magnífico núcleo de 67 espigueiros, edificados em granito. Na sua maioria datam dos séculos XVIII e XIX, sendo o maior conjunto de espigueiros e um dos mais bem preservados da região do Parque Nacional. O núcleo de espigueiros e a eira está classificado como Imóvel de Interesse Público.








Alguns autores afirmam que o topónimo Lindoso deriva do Latim "Limitosum" (limitador, fronteira, extrema).















Infelizmente, por ter ocorrido que a data da nossa visita a este local foi em Domingo de Ramos, não foi possível a visita ao Museu. Fica assim, mais uma razão para ter de cá voltar 😉

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