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Barcelos

 


Ao atravessar a tal ponte, vindos de Barcelinhos, encontramos então Barcelos 😝



Aqui começámos por visitar o jardim em frente do Paço dos Condes de Barcelos.


Neste jardim encontramos um pelourinho, que é considerado um dos mais emblemáticos pelourinhos nacionais dada a sua riqueza artística.


Deste mesmo jardim se avista o "Solar dos Pinheiros", edifício quatrocentista, datado de 1448, o qual é um dos raros exemplos ainda existentes em Portugal da arquitetura civil medieval.



Paço dos Condes, é também ele um paço característico dos fins da Idade Média, construído na primeira metade do século XV, por ordem de D. Afonso 8.º Conde de Barcelos, 1.º Duque de Bragança e aqui se encontra instalado, o Museu Arqueológico desde o início do século XX.


Com uma aparência de palácio-castelo foi no seu tempo um edifício nobre que revelava o poder e riqueza crescentes do proprietário, bastardo do rei D. João I, impondo-se na paisagem urbana com as suas altas chaminés em forma de canudo.


Manteve-se como residência dos Condes até ao séc. XVII, altura em que começou a cair em ruína, acelerada pelo terramoto de 1755. O que restou serviu, muito apropriadamente, de cenário para um Museu Arqueológico ao ar livre, que aí podemos visitar.


No museu, mesmo à cuva 😜, podemos encontrar peças que testemunham o povoamento do região desde a Pré-História. Sarcófagos medievais, símbolos heráldicos, marcos da Casa de Bragança, vários elementos arquitectónicos vindos de igrejas e conventos desmantelados e pedras brasonadas de antigas casas nobres já desaparecidas completam o espólio arqueológico em exposição.



                                    

                


Chama-se especial atenção para o Cruzeiro do Senhor do Galo, proveniente de Barcelinhos, datado de inícios do séc. XVIII que nos conta em baixo-relevo a antiga lenda do ex-libris da cidade.


Conta a lenda que ... (https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/lenda-do-galo-de-barcelos)


Daqui se avista Barcelinhos, possibilitando uma moldura particularmente interessante.


Avistamos também o Edifício da Câmara Municipal.


Este edifício é o resultado de uma série de anexações, reformas e acrescentos a partir do núcleo dos velhos Paços do Concelho, a que a grande remodelação e ampliação iniciada em 1849 procurou dar uma certa unidade. Aglomera o antigo Hospital do Espírito Santo, que serviu de posto de assistência dos peregrinos a Santiago de Compostela e a antiga Capela de Santa Maria, ambos do século XIV. A Torre e Casa da Câmara são do século XV.


E também é daqui que se avista a Igreja Matriz de Barcelos.



A qual visitamos em seguida.


A sua construção iniciou-se na segunda metade do século XIV, foi ordenada por D. Pedro, o 3.º Conde de Barcelos, cujas armas estão gravadas nas arquivoltas do portal principal. 


No lado sul da sua fachada possui uma torre sineira que data do século XVIII.


É um edifício com cariz de transição do românico para o gótico. É um dos expoentes máximos da arquitetura românica no norte do país, alvo de grandes transformações ao longo dos séculos XV a XVIII. No século XX foi-lhe restituída a rosácea. 



No interior, os capitéis historiados românicos afirmam o ambiente medieval contrastando com os painéis de azulejo de 1721, com cenas da vida de Nossa Senhora. 


Nas várias capelas laterais destaca-se a decoração barroca, em particular os altares de talha dourada.

                                            

                                            



Infelizmente a chuva, que começou a engrossar, não nos permitiu deambular muito mais.

Ficam então mais informações, sobre o imenso património arquitetónico, cultural, etc. que nos deixam "água na boca", para regressar 😍



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