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Amarante


Quase a chegar ao final do Nosso Caminho em mini-férias de Páscoa, resolvemos trilhar por um caminho, com o qual já nos tínhamos cruzado, embora apenas de passagem.


A Norte de Portugal, atravessada pelo Rio Tâmega, encontramos Amarante, detentora de um vasto património, que se convida a conhecer e desfrutar.


Começando pelo património natural, avistamos o Rio Tâmega que juntamente com a vegetação é a moldura perfeita para o casario da cidade.


A ponte de S. Gonçalo, com cerca de 50 metros de comprimento, suporta um tabuleiro com quatro varandins semicirculares e, em cada extremidade, dois obeliscos barrocos que ostentam inscrições epigráficas relativas à construção da ponte e ao episódio heroico da resistência à invasão francesa.

                                          


Das margens do rio, avistamos a Casa da Calçada de Relais e Chateaux, atualmente funcionando como hotel de luxo da cidade.


Os bancos em pedra, adornados de painéis de azulejo, convidam a sentar para contemplar a ponte e o rio, que se enquadram de forma perfeita com o casario.


Em seguida o nosso olhar prende-se à Igreja e Convento de S. Gonçalo, que fazem pulsar o coração de Amarante com história e grandiosidade.


 Erguido mesmo no centro da cidade, o Convento de São Gonçalo apela a uma pausa: parar durante uns minutos e contemplar este espaço de referência local, que é, também, monumento nacional desde 1910, é sem duvida algo a fazer.


 A primeira pedra foi lançada em 1543 – curiosamente, no exato local onde já havia sido construída uma ermida em honra do padroeiro do concelho, São Gonçalo.


A fachada principal contrasta com a lateral, que se impõe pelo belo portal-retábulo e pela Varanda dos Reis, onde se vislumbram as estátuas de quatro monarcas – D. João III, D. Sebastião, Cardeal-Rei D. Henrique e D. Filipe I. No piso inferior, o protagonismo é assumido por S. Francisco e S. Domingos.



             



Deixando o centro e passando a deambular pelas suas ruas, Amarante revela-se, cheia de pormenores que captam o clicar da câmara.


A arquitetura das casas, os batentes das portas, tudo apela ao "piscar" do Nosso olhar.
 



                                      



Do alto, ao pé da Igreja de S. Domingos, se avista a cidade de uma outra perspetiva.

               


Aqui as casas revestem-se de cores contrastantes, o que confere à paisagem algo que atrai o olhar de quem gosta de fotografar.



Com fachada e torre de estilo barroco, a Igreja de São Pedro foi construída no local da antiga capela de São Martinho e concluída em 1727.



Aqui nasceu - Maria Eulália de Macedo: "Devo à vida o ter tido vida".



Amarante é Terra que apela sem dúvida à escrita, pois também aqui nasceu Teixeira de Pascoaes.


Mais uma vez, muito ficou por conhecer nesta bela e icónica cidade, ficou o despertar para conhecer também mais em pormenor num futuro não muito longínquo.
https://amarantetourism.com/cat-poi/o-que-fazer/


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