Ditou o habitual improviso, que rege os Nossos Caminhos, que uma paragem técnica se impusesse para abastecer a Nossa viatura, na região de Aveiro.
(A Parceira do Ramo)
Já estava na Nossa Lista, uma visita à "Veneza Portuguesa", mas ainda tal não se tinha proporcionado.
Após termos abastecido a um valor inferior a 2€/litro, coisa rara nos tempos que correm 😜, incursámos até ao centro da cidade e logo avistámos os típicos moliceiros.
Como é habitual em todos os centros de grandes cidades, estacionar não foi tarefa fácil, principalmente para quem não é conhecedor da mesma.
Conseguimos então um lugarzinho, numa zona já próxima da Sé Catedral de Aveiro.
Em tempo de semana Santa é costume encontrar as igrejas adornadas com ramos e tecidos ou fitas de cor roxa.
Quando entrámos, na catedral deparámo-nos exatamente com esses preparativos, em véspera de Domingo de Ramos.
Aqui fica o Programa da Semana Santa 2022, em Aveiro, para quem ainda for a tempo de lá dar um saltinho:
A primitiva igreja de Nossa Senhora da Misericórdia foi sagrada em 1464 e estava ligada ao convento dominicano com o mesmo nome. Entre o século XVI e o século XVII sofreu obras, tendo as naves laterais sido convertidas em capelas devocionais. Em 1834, o convento foi transformado em quartel militar, e consumido por um incêndio alguns anos mais tarde.
Restou a igreja – com um bonito portal barroco enquadrado por 4 colunas salomónicas, um friso com decoração vegetal e o brasão do Infante D. Pedro, duque de Coimbra – que em 1835 foi convertida em matriz da paróquia de Nossa Senhora da Glória, e em 1938 se tornou a Catedral da Diocese de Aveiro por bula do papa Pio XI.
No interior, as capelas laterais conservam algumas peças de grande valor.
Seguimos então em direção aos famosos canais que ligam Ria de Aveiro à cidade, com as suas pontes adornadas de fitas coloridas.
Segundo nos informaram, estas fitas são um hino ao amor e à amizade, sendo comum verem-se amigos ou namorados a colocarem as suas fitas na ponte, perpetuando a amizade e o amor entre eles.
(O Marnoto)
Este conjunto de estátuas em bronze colocadas nas extremidades da ponte sobre o Canal Central, junto à atual Praça Humberto Delgado, conferem-lhe uma beleza única.
E não poderia faltar, o típico Moliceiro. Um barco que circula na Ria de Aveiro, região lagunar do Rio Vouga.
Estas embarcações, eram originalmente utilizadas para a apanha do moliço, mas atualmente são mais usadas para fins turísticos.
Desta vez, o curto tempo de visita, não permitiu uma incursão no barco moliceiro, mas já ficou prometido, um regresso, com direito a desconto e tudo por parte da simpática dona de uma das imensas lojinhas de produtos tradicionais da região.
Ir a Aveiro e não satisfazer o desejo de um docinho típico 😋
Estes têm a particularidade de ser mais pequenitos que o habitual, o que torna a degustação mais agradável, menos doce por dose, o que até dá vontade de repetir mais vezes.
Ideal para acompanhar um cafézinho, dizem os apreciadores de tal bebida 😊
Outro pormenor da cidade, que nos ficou na retina, foi a arquitetura das casas, junto a este local.
Tipicamente "Arte Nova".
No Largo do Rossio de Aveiro, encontramos a estátua de João Afonso de Aveiro, um piloto português natural de Aveiro, do século XV, que acompanhou como piloto Diogo Cão, na viagem que este fez à costa de África em 1484, por ordem de D. João II.
No caminho de regresso à nossa viatura, também nos prendeu o olhar, o painél de azulejo figurativo, que se encontra integrado no muro do desnível das ruas de Coimbra e Belém do Pará, no acesso à Praça da República.
Nesta praça, encontramos como principais pontos de interesse, o edifício da Câmara Municipal de Aveiro, a Igreja da Misericórdia e o Teatro Aveirense.
A visita foi curta demais, para os tantos pontos de interesse que por aqui podemos encontrar.
Os "olhos" da minha máquina fotográfica ficaram fascinados de tanta cor.
Ansiosos para poder regressar.














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